Correlação de default: uma investigação empírica de créditos de varejo no Brasil

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  Correlação de default: uma investigação empírica de créditos de varejo no Brasil
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    ISSN 1519-1028 CGC 00.038.166/0001-05   Trabalhos para Discussão Brasília n°208 maio 2010 p. 1-57    Trabalhos para Discussão Editado pelo Departamento de Estudos e Pesquisas (Depep) –  E-mail : [email protected] Editor: Benjamin Miranda Tabak –  E-mail : [email protected] Assistente Editorial: Jane Sofia Moita –  E-mail : [email protected] Chefe do Depep: Adriana Soares Sales –  E-mail : [email protected] Todos os Trabalhos para Discussão do Banco Central do Brasil são avaliados em processo de double blind referee . Reprodução permitida somente se a fonte for citada como: Trabalhos para Discussão nº 208. Autorizado por Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo, Diretor de Política Econômica. Controle Geral de Publicações  Banco Central do Brasil Secre/Surel/Cogiv SBS – Quadra 3 – Bloco B – Edifício-Sede – 1º andar Caixa Postal 8.670 70074-900 Brasília – DF Telefones: (61) 3414-3710 e 3414-3565 Fax: (61) 3414-3626  E-mail : [email protected] As opiniões expressas neste trabalho são exclusivamente do(s) autor(es) e não refletem, necessariamente, a visão do Banco Central do Brasil. Ainda que este artigo represente trabalho preliminar, citação da fonte é requerida mesmo quando reproduzido parcialmente. The views expressed in this work are those of the authors and do not necessarily reflect those of the Banco Central or its members.  Although these Working Papers often represent preliminary work, citation of source is required when used or reproduced. Central de Atendimento ao Público Banco Central do Brasil Secre/Surel/Diate SBS – Quadra 3 – Bloco B – Edifício-Sede – 2º subsolo 70074-900 Brasília – DF – Brazil DDG: 0800 9792345 Fax: (61) 3414-2553 Internet: http//www.bcb.gov.br    3 Correlação de  default : uma investigação empírica de créditos de varejo no Brasil   Antonio Carlos Magalhães da Silva *  Arnildo da Silva Correa **  Jaqueline Terra Moura Marins *  Myrian Beatriz Eiras das Neves *    Este Trabalho para Discussão não deve ser citado como representando as opiniões do Banco Central do Brasil. As opiniões expressas neste trabalho são exclusivamente do(s) autor(es) e não refletem, necessariamente, a visão do Banco Central do Brasil. Resumo A partir de uma base de dados de classificação de risco de operações de crédito, proveniente do Sistema de Informações de Crédito do Banco Central do Brasil, estimamos empiricamente matrizes de correlação de default   das operações de varejo realizadas entre 2003 e 2008. As modalidades de crédito consideradas foram Crédito Pessoal sem Consignação e Financiamento de Veículos. Identificamos a elevação da probabilidade e da correlação de default   em período de recessão econômica no Brasil. A segmentação das matrizes de correlação foi inicialmente realizada em função da classificação de risco da operação. Contudo, por meio de um modelo de regressão  probit  , identificamos que o tipo de ocupação do cliente seria mais significativo para os eventos de default   e, assim, as correlações empíricas foram recalculadas a partir desta nova forma de agrupamento. Os resultados indicaram uma elevada dispersão nas correlações para as duas modalidades estudadas. Palavras-Chave:  Correlação de Default, Risco de Crédito, Basiléia II. Classificação JEL:  G21, G28.   *  Banco Central do Brasil, Departamento de Estudos e Pesquisas. E-mails: [email protected]; [email protected]; [email protected] **  Banco Central do Brasil e Puc-Rio. E-mail: [email protected]    4 1. Introdução As matrizes de correlação de default   são instrumentos fundamentais nos estudos sobre risco de crédito, em especial na área de diversificação de risco, avaliação de derivativos de crédito, estimação de perdas de carteiras de empréstimos e financiamentos e cálculo de requerimentos de capital segundo o acordo de Basiléia. Neste sentido, o assunto se torna relevante tanto para instituições financeiras como para autoridades reguladoras. Diversos modelos analíticos para estimação das matrizes de correlação têm sido desenvolvidos, muitas vezes em virtude da dificuldade de se obter dados suficientes para uma estimação empírica. Zhou (1997) faz uma boa revisão das metodologias analíticas utilizadas para calcular a correlação de default  . Lucas (1995) descreve que esta pode ser afetada por razões ligadas ao ambiente macroeconômico, assim como assuntos específicos pertinentes ao ambiente de negócios da empresa. No caso de créditos de varejo, os dados são ainda mais escassos. Cowan e Cowan (2004) apresentam o que eles chamam de primeira investigação empírica de correlação de default  , para uma carteira composta exclusivamente de empréstimos subprime . Os autores confirmam que investigações empíricas baseadas em créditos de varejo são praticamente inexistentes, dada a dificuldade de obtenção de dados. No nosso caso, dispomos de uma base referente às operações de varejo. São dados de transições e de default   provenientes do Sistema de Informações de Crédito do Banco Central do Brasil (SCR). Nosso objetivo é calcular através dos dados, i.e., sem nos basearmos em um modelo específico, as matrizes de correlação de default   de um conjunto de operações de crédito de varejo. Adicionalmente, examinamos o comportamento dessas matrizes em diferentes fases do crescimento econômico e verificamos o impacto desse comportamento sobre as perdas em carteira decorrentes de eventos de default  , por meio do Value at Risk   - VaR de crédito. Primeiramente realizamos o cálculo empírico das correlações de default   utilizando a segmentação das operações usualmente feita na literatura, que é a segmentação por classificação de risco das operações. Mais especificamente, os estudos empíricos de correlação de default   encontrados na literatura tratam de créditos não-varejo segmentados por classe de risco para cada setor econômico ao qual a empresa tomadora do crédito está vinculada.
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